24 de setembro de 2015

Testar a sala de aula invertida

Atualmente quando perguntamos a um Professor o que ele faz, comumente ele responde "dou aulas de Matemática, dou aulas de Geografia, dou aulas de Língua Portuguesa, dou aulas de Educação Física," dou aulas para o Infantil, e assim por diante.

Mas, realisticamente falando isso continua a ser verdade? Quero dizer, o Professor "dá" uma aula para os alunos? Eles estão " recebendo", ou "aceitando" essa aula?

O que professor realmente "dá" na forma de aulas que ele elabora, infelizmente, são dados constantes em um livro didático, e que também, atualmente pode ser encontrado no Google, na Wikipedia, e por ai vai.

Esses dados, estas informações podem ser acessadas com um toque de tela nos vários dispositivos móveis que a grande parcela dos alunos já possuem, quer sejam ipods, ipads, smarthphone, tablets, etc. Estas mesmas informações também podem ser encontradas em alguns programas de TV tipo Telecurso e Telecurso Tec, e também em plataformas de ensino virtual.

Como vemos os nossos alunos não precisam de nós Professores para receber apenas dados e informações. Eles já sabem onde buscar tudo isso.

Agora, o que nenhum destes dispositivos e/ou canais de informação podem oferecer é dar-lhes a experiência de fazer parte de uma jornada e vivenciar o aprendizado e a apropriação deste em situações reais e concretas.

Há muito mais informação fora da sala de aula, e por esta razão a vida torna-se caótica e difícil de estabelecer relações, compreendê-la e viver em sociedade convivendo com os problemas que estão a nossa frente.

Por outro lado a sala de aula possibilita que o aluno veja apenas uma décima parte das informações e dados que é possível conhecer e devido ao escasso tempo das aulas não é possível estabelecer relações, fazer inferências e propor a utilização prática daquela nova informação para que a mesma torne-se conhecimento adquirido.

Então porque não INVERTER esta situação: Propor que o aluno mergulhe no oceano de informação que há fora da sala de aula, para quando vier a Escola, o seu tempo seja utilizado para que o Professor e o grupo possam, conjuntamente mediar, analisar, propor, criar e transformar informação em aprendizado, onde todos vivenciariam a experiência de praticar e conhecerem a utilidade daquela nova informação.

A sala de aula passaria então a ser um ambiente colaborativo onde de fato a informação, o conhecimento estariam a serviço da resolução de situações específicas, reais e relevantes para o grupo.

Você não precisa sofrer para ensinar, e talvez o que você esteja precisando seja mais ideias e novas possibilidades de utilização de estratégias para fazer os seus alunos participarem mais.

Roseli Brito
Pedagoga - Psicopedagoga - Neuroeducadora e Coach
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