24 de janeiro de 2017

ENSINAR COM GAMES

GAMES E GAMIFICAÇÃO
O que o Professor deve fazer: Gamificar a Aprendizagem ou Ensinar com Games?   Essa é uma daquelas questões onde parece que a ordem dos tratores não altera o viaduto. Mas só parece. Para muitos, games e gamificação ainda soam como partes de uma mesma coisa.

Game é o jogo e gamificação é a ação ligada ao jogo – a utilização do jogo. E não poderia estar mais errado! Na verdade, a gamificação é a utilização dos elementos que compõem os games para criar ludicidade, participação, envolvimento em atividades diversas.

Em sala de aula, como funciona a diferenciação e quando usar um, quando usar outros? Lá no começo já definimos que são duas coisas diferentes. Então, têm dinâmicas diferentes. O game vem pronto. Você, professor, só precisa jogá-lo, entender as habilidades e cognições requeridas para jogar, identificar o que o jogo vai trabalhar em seus alunos e o que vai ser desenvolvido (lógico que simplifiquei bastante para que este artigo não virasse um tratado).

A gamificação não vem pronta. Ela geralmente parte de um momento “eureca” ligado a algum conteúdo que você está trabalhando e você terá que desenhar o processo desde o começo. O “quando” sempre vai depender da proposta da sua aula. Utilizar um jogo costuma ser mais tranquilo do que gamificar (a não ser que você pense em construir um game).

Para preparar sua aula, você precisa ter seu tema, escolher seu jogo (pedagógico ou não), trabalhar o jogo com a sala e contextualizar e jogo e a aprendizagem ao final da atividade (sempre de forma divertida, para que a contextualização não faça parecer que a diversão anterior não valeu a pena !).

O que consome tempo é encontrar um bom jogo que se enquadre na temática que se quer trabalhar. Às vezes, um trabalho hercúleo. Já a gamificação requer um pouco mais de tempo de preparação. Qual o tema a ser trabalhado? Qual o objetivo da atividade? O que quero que meus alunos aprendam e que trilha quero que percorram?

Com base nisso, decida que tipo de atividade gamificada quer realizar com eles.    Você vai criar um desafio, com uma história para que eles resolvam? Vão criar um jogo colaborativo? Vão criar uma gincana entre equipes na sala? As possibilidades para a gamificação são infinitamente maiores e mais criativas. E mais: é aqui que a coisa começa a ficar interessante... se você tem interesse em trabalhar gamificação com sua turma, não basta ler... é preciso JOGAR!

É preciso vivenciar a imersão, a diversão, a dinâmica dos jogos, entender as possibilidades, afinal, jogos não são só sobre desafios e recompensas!
O processo de gamificação envolve construção de personagens e roteiro, contação de história, estratégia, colaboração, solução de problemas, criatividade, ciências da gambiarra... é o pacote completo de aprendizagem.

O trabalho com games é geralmente mais pontual, a não ser que opte por utilizar games complexos que, na maioria dos casos, não são pedagógicos, mas podem ser explorados e contextualizados de forma riquíssima pelo olhar de um bom professor.

Espero que esta pequena pincelada no assunto tenha aguçado a sua curiosidade para sair em busca de mais e que o que foi apresentado aqui contribua para fazer com que você sinta-se desafiada a construir algo divertidamente significativo com suas turmas.

Roseli Brito
Pedagoga - Psicopedagoga - Neuroeducadora e Coach
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